A água lembra-nos que as coisas não são só o que aparentam ser, são também aquilo em que nos tornamos. E tem a função de nos despertar, assim como a arte. É essa uma das várias correlações que encontramos neste ciclo de olhares (físicos, visuais e sonoros) de alunas e alunos das Escolas EBI da Maia e de Rabo de Peixe. Têm em comum o vínculo à paisagem aquática e um Projecto Cultural em tempos de Pandemia. Cada gesto aqui apresentado é resultado do acesso à mais pura mãe de água : a observação. O que cada aluna ou aluno vê é singular e é, assim desejei, livre na sua evolução. Ou como Bachelard dizia a propósito da criação :é uma natureza enxertada. Aqui a dar a ver é a fonte inesgotável da inquietação e aquilo que nos faz, ciclicamente, continuar a navegar." Excerto do texto da Cláudia Varejão, curadora da exposição.
Esta viagem foi certamente uma grande aprendizagem. Viveram-se momentos únicos, que são difíceis de colocar por palavras. Houve muita empatia, trabalho colaborativo entre toda a tripulação, envolvência das famílias e abertura para novos horizontes. Conhecemos melhor o nosso mundo interior e exterior, novas linguagens e formas de nos expressarmos através da arte, da cultura e do património. Tem sido um Projecto riquíssimo para todos. A Gratidão que eu "Grilo Falante" tenho pela Nau "TEAMS" é infinita.
Obrigada a Todos por terem embarcado nesta Grande Aventura.
A exposição estará no Arquipélago Centro de Artes Contemporâneas até dia 17 de abril, passem por lá, garanto que não se vão arrepender.

